domingo, 1 de junho de 2014

Além da saúde, economia ao deixar de fumar chega a R$ 3,6 mil por ano

 




No dia 31 de maio foi celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para lembrar os riscos para a saúde do ato de fumar. Outro ponto importante a ser lembrado é que o combate a esse vício trará não só benefícios para a saúde física do consumidor, mas também para a saúde financeira da pessoa que fuma, com redução dos gastos com o produto e com os tratamentos de saúde.



O educador financeiro, Reinaldo Domingos, presidente da Dsop Educação Financeira, contabiliza que com o valor do cigarro em R$ 5,00, um fumante que consome dois maços de cigarro por dia gastará por mês R$ 300,00. O valor por ano vai para R$3.600,00. "E isso sem levar em contar ganhos com investimentos", afirma.

Segundo ele, se esse dinheiro for investido por dez anos em uma aplicação com rendimento de 0,6% mensais e sem considerar a inflação, ao fim do período o ex-fumante terá de R$ 52.500,90 e em trinta anos serão R$ 380.767,63.

"Esse custo no orçamento mensal das pessoas com certeza fará com que muitos repensem sobre a importância de manter esse vício. É lógico que esse risco é muito menor do que os físicos, entretanto, não podem negar que esse impacto reflete na economia diária do viciado e, aumentando o valor do produto, todos sentirão esse impacto. E isso sem que se contem os gastos que um fumante terá nesse período com problemas de saúde, ocasionado pelo cigarro, e da perda de rendimento no trabalho em função do cansaço que esse vício proporciona", afirma.

O educador explica ainda que o ato de fumar não faz só que o viciado perca dinheiro, o tabagismo gera uma perda mundial de centenas de bilhões de dólares por ano, sendo que a metade dela ocorre nos países em desenvolvimento. Este valor é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de falta ao trabalho e menor rendimento produtivo.

Fonte: Info Money

Mais sobre: Saúde, Economia, Fumo, Vício

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